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Delegado e policiais são alvos de operação do Gaeco em Piracicaba (SP)

Organização criminosa movimentou mais de R$ 40 milhões em cinco anos
Da Redação / Imagens: MPE-SP/Divulgação
10/10/2017 16h00
A investigação teve início no final de 2016 a partir de notícias relacionando os alvos com a exploração de jogos de azar / Imagens: MPE-SP/Divulgação

Nesta terça-feira (10), o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) deflagrou, com apoio da Polícia Militar (Rota e Corregedoria) e da Corregedoria da Polícia Civil, a operação "Rêmora" em Piracicaba (SP), com objetivo de desbaratar organização criminosa voltada à exploração de jogos de azar, lavagem de dinheiro e corrupção de agentes públicos.

 

Segundo o MPE/SP (Ministério Público Estadual) do Estado de São Paulo, foram concedidos 12 mandados de prisão preventiva, dos quais foram cumpridos 10, restando dois indivíduos foragidos, bem como 26 mandados de busca e apreensão.  

 

Os alvos das buscas foram empresários e agentes públicos, dentre os quais um delegado de polícia, um policial civil e um policial militar, este preso durante a operação.

 

Durantes as buscas foram localizados diversos materiais relacionados a jogos de azar, lavagem de dinheiro e valores em dinheiro, inclusive com apreensão de dólares e euro em quantidade a ser apurada. Com um dos investigados foi localizada quantidade de anabolizantes e cigarros de origem clandestina e do Paraguai.

 

A investigação teve início no final do ano de 2016 a partir de notícias relacionando os alvos com a exploração de jogos de azar.

 

Diligências de campo, de monitoramento, cruzamento de dados e interceptações telefônicas permitiram conhecer toda a estrutura da organização criminosa e seu modus operandi, que inclusive se valia de corrupção de agentes públicos, policiais civis e militar, para evitar apreensões de objetos e instrumentos de seu interesse.

 

A organização criminosa também conta com uma vasta rede de empresas que são utilizadas para a lavagem de dinheiro. A investigação aponta que, no período de cinco anos, o grupo movimentou mais de R$ 40 milhões. 






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