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Vereador precisa acionar PM para fiscalizar órgão público em Batayporã

Prefeito disse que soube do episódio, mas ordem não partiu dele
Da Redação / Imagens: Redes Sociais
12/01/2018 18h00
PMs tiveram que acompanhar vereador em local público / Imagens: Redes Sociais

O vereador Germino Roz (PR) precisou acionar a Polícia Militar para ter garantido o direito de fiscalizar o andamento dos trabalhos que são desenvolvidos na Marcenaria Municipal de Batayporã, na tarde desta sexta-feira (12). 

 

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De acordo com o parlamentar, a visita tinha como intuito buscar informações sobre a atuação do órgão, especialmente após o episódio envolvendo a construção de uma “casinha” para as netas do prefeito Jorge Takahashi (PMDB), às vésperas do Natal. 

 

“Depois do episódio da ‘casinha’, começaram a surgir outros questionamentos sobre a marcenaria, então esperei o recesso terminar para fazer uma visita e verificar com o profissional responsável como funciona”, comentou o vereador. 

 

Segundo Germino, a visita segue o padrão das agendas que ele tem feito desde o início do mandato, as quais já incluíram escolas, programas sociais, unidades de saúde entre outros órgãos públicos.

 

“Eu sempre faço essas visitas de rotina, para verificar como está o andamento, saber como funciona, se está tudo certo, se precisa de algo, mas desta vez me foi dito que haviam ordens para não abrir nada pra mim”, contou Germino ao Jornal da Nova

 

Diante da negativa, o parlamentar acionou a Polícia Militar, alegando que seu direito havia sido violado. Só então é que o acesso foi liberado. “Está claro que alguém da prefeitura não quer que eu visite os prédios públicos”, lamentou. 

 

Germino prometeu levar a situação até o jurídico da Câmara de Vereadores para verificar as providências que poderão ser tomadas. “Esse foi o primeiro episódio, mas se acontecer uma segunda vez, vou abrir um processo contra o Executivo”, prometeu.

 

Em contato com o Jornal da Nova, o prefeito Jorge Takahashi (PMDB) afirmou que tomou conhecimento do caso minutos depois e relembrou à época em que ele era vereador. “O vereador é um fiscalizador do município, mas antes a gente solicitava, agendava o dia que ia visitar um órgão. Visitar é uma coisa, fiscalizar é outra”, argumentou o gestor.

 

Para Takahashi, a motivação de Germino aparenta ter caráter mais “pessoal do que fiscalizador”, contudo, defendeu o direito do Legislativo. “É órgão que tem autoridade de agente fiscalizador”, disse. 

 

Sobre eventuais ordens para barrar a entrada de vereadores em prédios públicos, o prefeito descartou. “Não partiu de mim nenhuma ordem. Não tenho conhecimento disso”, concluiu. 






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