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Desmantelada quadrilha que roubava veículos e torturava vítimas

Veículos eram levados para o Paraguai
Da Redação / Imagens: Adilson Domingos/Lente Nervosa
14/02/2018 09h30
Em sequência, Armando, Mônica, Alisson e Alexander / Imagens: Adilson Domingos/Lente Nervosa

Uma quadrilha especializada em roubo de veículos e que teria como prática a tortura das vítimas durante os assaltos foi desmantelada três dias após o primeiro integrante do grupo ser preso pela PRF (Polícia Rodoviária Federal) na rodovia BR-463, em Dourados.

 

No domingo (11), Armando Guilherme Pires da Silva de 25 anos, foi detido com uma caminhonete Ford/Ranger, roubada de uma casa em Dourados durante a madrugada do mesmo dia, na região central da cidade. Também foram subtraídos outros pertences.

 

Já nesta terça-feira (13), a Polícia Civil chegou também aos outros integrantes da quadrilha, sendo eles Mônica Correia do Nascimento de 25 anos, Alexsander dos Santos Rojas de 32 anos, e Alisson Henrique da Paixão.

 

Todos os quatro são moradores de Dourados – respectivamente nos bairros Parque do Lago, Jardim Tropical, Água Boa e Harlem. Armando, conhecido como Magrão, de 25 anos, inicialmente se negou a revelar informações à polícia.

 

Posteriormente, acabou contando que foi contratado por homem apelidado de "Véinho", preso na PED (Penitenciária Estadual de Dourados). Ele então repassou o serviço para Mônica, pois não poderia aparecer, já que a família a ser assaltada o conhecia e o reconheceria na ação.

 

Ainda segundo o relato, Mônica então entrou em contato com Alexander e Alisson para o trio ir até o Jaridm Caramuru e lá, com as informações que conseguiram com Véinho, invadirem a casa e agredirem um idoso de 75 anos. Além da caminhonete foram levados telefones celulares, joias e dinheiro.

Quando Armando foi detido durante abordagem na BR-463, em Dourados, conduzindo veículo levado durante assalto - Foto: Adilson Domingos/Lente Nervosa

Armando, além de intermediar o contato criminoso, também ficou do lado de fora da residência aguardando para pegar o veículo e levar para o Paraguai – contudo foi interceptado antes pela PRF. O veículo seria vendido por R$ 25 mil, sendo que cada um dos criminosos, incluindo Véinho, ficariam com R$ 5 mil.

 

Além disso, Armando também revelou que usaria o dinheiro para pagar uma dívida que tem junto ao PCC (Primeiro Comando da Capital). O caso foi registrado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) de Dourados. Com Campo Grande News






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