• Paraíso17

Comunidade love and peace

**Felipe Pereira / Imagens: Jornal da Nova
12/04/2018 14h50

A lua crescente emitia seu brilho parcial. As estrelas preenchiam o céu noturno. Meus pés com um chinelo simples tocavam a grama da pequena comunidade em uma área rural afastada da cidade, à aproximadamente 135 milhas da pequena Weston, Flórida.

 

Demorei a tarde inteira para chegar a este lugar. O trânsito estava pesado perto da cidade, porém conforme fui achegando ao meu destino, poucos carros apareciam no caminho. A comunidade LOVE AND PEACE era pouco conhecida em Weston. Quando encontrei o caminho que dava acesso à comunidade o sol já havia se posto.

 

Avistei quem eu procurava. Celeste continuava linda como os astros do firmamento. Sua pele morena e seus olhos castanhos claros eram um convite para a felicidade. Já faz alguns anos que ela decidiu morar neste vilarejo, viver de acordo com a natureza, longe do caos da cidadania moderna.

 

Ela veio em minha direção com um sorriso leve. Isto que mais admirava nela estava sempre sorrindo.

 - Lucian! Que surpresa agradável. – Celeste me abraçou brevemente.

 - Eu precisava te ver. – Disse.

 - Aconteceu alguma coisa? – Ela demonstrou preocupação.

 

Antes de Celeste mudar-se para a comunidade nós tínhamos um relacionamento. Eu era apenas um adolescente descobrindo a vida e nessas aventuras descobri Celeste.

 

Costumávamos ir até o lago e passar boa parte da noite olhando as estrelas e molhando nossos pés naquela água. Infelizmente Celeste perdeu a mãe para uma doença rara. Tão jovem e tão sofrida. O pai a deixou quando ainda estava no ventre da mãe. Celeste encontrou a paz que procurava neste lugar, na comunidade LOVE ANDE PEACE. E cá estou tentando leva-la de volta a cidade onde ela sofreu.

 - Volte comigo, por favor. – Implorei.

 - Se for para me pedir isso toda vez que vier, então não venha mais. – Ela amarrou a cara.

 - Case-se comigo, tem espaço para nós dois no meu apartamento.

 - Lucian! Você não entende? Aqui é meu lar. Foi aqui que encontrei abrigo e segurança. Eu me sentia sozinha e desamparada, mas aqui me sinto bem.

 - Você senti minha falta quando não venho? – Eu indaguei.

 - Todos os dias. – Ela disse e em seguida corou.

 

Olhei para o céu e contemplei a constelação. Tudo era perfeito aqui. Alguns metros de distância uma fogueira estava rodeada de pessoas cantando e dançando. A alegria era verídica e contagiante. Então eu soube neste momento o que deveria fazer, meu coração me disse e eu ouvi. Olhei para Celeste e sorri. Ela sorriu em resposta. Não iria viver minha vida sem ela.

 

- Você me aceitaria como seu esposo? Ficarei onde você quiser, pois onde você estiver lá também estará meu coração. Vou para qualquer lugar onde eu te veja sorrir.

 - Bobo! Eu aceito. Amo você. – Ela sussurrou e me abraçou.

 - Também amo você. – Sussurrei em resposta.

 

*Estudante de contabilidade e morador de Nova Andradina






VEJA MAIS